pg 58:
"Eu poderia ter uma vida maravilhosa e feliz, se não fosse um tolo. Raramente coincidem tantas circunstâncias propícias a regozijar a alma de um homem, como estas em que me encontro agora. Ah, realmente é verdade que nossa felicidade depende apenas do nosso coração. (...)"
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pg 61/62:
"(...) Ah, como vocês são sensatos! Paixão! Ebriedade! Loucura! Vocês, defensores da moral, tudo contemplam com tanta calma, tão indiferentes, vocês recriminam o bêbado, desprezam o louco, por todos passam como um sacerdote, agradecendo a Deus, como o fariseu, por Ele não os ter feito iguais a esses infelizes. Eu me embriaguei por mais de uma vez na vida, minhas paixões nunca estiveram distantes da loucura, e não me arrependo, porque foi assim que vim a compreender que, desde tempos imemoriais, foram considerados ébrios ou loucos os homens extraordinários, que realizaram grandes coisas, coisas que pareciam impossíveis. Mas também na vida cotidiana é insuportável ouvir gritarem, quando alguém se comporta de maneira livre, nobre, inesperada: 'Esse homem bebeu demais, está louco!' Vocês, homens tão sóbrios e sábios, deviam envergonhar-se!"
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pg 84:
"(...) Temos consciência dos nossos defeitos, e acreditamos que os outros posssuam exatamente o que nos falta; em seguida, a eles acrescentamos todas as nossas virtudes e, ademais, os idealizamos, conferindo-lhes uma certa disposição afável. E, assim, eis que o felizardo se transforma numa criatura perfeita, criada por nós mesmos. Em contrapartida, quando perseveramos, apesar de todas as nossas fraquezas e dificuldades, descobrimos muitas vezes que, ao perseguirmos nossas metas com mais vagar, ao seguirmos por atalhos e desvios, temos mais sucesso do que aqueles que usam a vela e o remo - e certamente nosso amor-próprio se fortalece, quando conseguimos nos igualar aos outros, ou até mesmo ultrapassá-los."
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pg 103/104:
"(...) Compreendi também, que ele aprecia mais a minha inteligência e os meus talentos do que o meu coração, meu único motivo de orgulho, a única fonte de tudo, de toda a minha força, da minha felicidade e da minha desdita. Ah, o que sei, todos podem saber - meu coração, porém, somente a mim pertence."
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pg 108:
"Sim, não há dúvida. Assim como a natureza se inclina para o outono, também o outono vai me envolvendo e tomando conta do meu ser. Minhas folhas vão amarelecendo, as folhas das árvores vizinhas já caíram. (...)"
gostei. Serviu como indicação para uma leitura futura
ResponderExcluirquando arranjar tempo, eu volto aqui, pego o nome do livro e corro atrás dele =D
saudades