sexta-feira, 30 de abril de 2010

Só guardando.

Os Sofrimentos do Jovem Werther - Johann Wolfgang Goethe

pg 58:
"Eu poderia ter uma vida maravilhosa e feliz, se não fosse um tolo. Raramente coincidem tantas circunstâncias propícias a regozijar a alma de um homem, como estas em que me encontro agora. Ah, realmente é verdade que nossa felicidade depende apenas do nosso coração. (...)"
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pg 61/62:
"(...) Ah, como vocês são sensatos! Paixão! Ebriedade! Loucura! Vocês, defensores da moral, tudo contemplam com tanta calma, tão indiferentes, vocês recriminam o bêbado, desprezam o louco, por todos passam como um sacerdote, agradecendo a Deus, como o fariseu, por Ele não os ter feito iguais a esses infelizes. Eu me embriaguei por mais de uma vez na vida, minhas paixões nunca estiveram distantes da loucura, e não me arrependo, porque foi assim que vim a compreender que, desde tempos imemoriais, foram considerados ébrios ou loucos os homens extraordinários, que realizaram grandes coisas, coisas que pareciam impossíveis. Mas também na vida cotidiana é insuportável ouvir gritarem, quando alguém se comporta de maneira livre, nobre, inesperada: 'Esse homem bebeu demais, está louco!' Vocês, homens tão sóbrios e sábios, deviam envergonhar-se!"
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pg 84:
"(...) Temos consciência dos nossos defeitos, e acreditamos que os outros posssuam exatamente o que nos falta; em seguida, a eles acrescentamos todas as nossas virtudes e, ademais, os idealizamos, conferindo-lhes uma certa disposição afável. E, assim, eis que o felizardo se transforma numa criatura perfeita, criada por nós mesmos.   Em contrapartida, quando perseveramos, apesar de todas as nossas fraquezas e dificuldades, descobrimos muitas vezes que, ao perseguirmos nossas metas com mais vagar, ao seguirmos por atalhos e desvios, temos mais sucesso do que aqueles que usam a vela e o remo - e certamente nosso amor-próprio se fortalece, quando conseguimos nos igualar aos outros, ou até mesmo ultrapassá-los."
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pg 103/104:
"(...) Compreendi também, que ele aprecia mais a minha inteligência e os meus talentos do que o meu coração, meu único motivo de orgulho, a única fonte de tudo, de toda a minha força, da minha felicidade e da minha desdita. Ah, o que sei, todos podem saber - meu coração, porém, somente a mim pertence."
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pg 108:
"Sim, não há dúvida. Assim como a natureza se inclina para o outono, também o outono vai me envolvendo e tomando conta do meu ser. Minhas folhas vão amarelecendo, as folhas das árvores vizinhas já caíram. (...)"

Um comentário:

  1. gostei. Serviu como indicação para uma leitura futura
    quando arranjar tempo, eu volto aqui, pego o nome do livro e corro atrás dele =D

    saudades

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