quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ontem foi um dia muito feliz e eu preciso compartilhar isso com o mundo. Na real, não preciso, além de que isso vai acabar com o estilo decadente do blog. Então, vamos falar da minha tentativa de virar engenheira. Não que não seja feliz, imagina, serei absurdamente feliz depois que eu me tornar uma. Enfim, no primeiro experimento do semestre, Física II, eu consegui fazer parte do único grupo que teve a capacidade de queimar uma lâmpada. Não é necessário dizer que quem estava ajustando a tensão do circuito era eu. O bacana é que já queimaram uma bagacinha esquisita que eu não lembro o que era, já quebraram vidraria no lab de Química, mas eu tinha que queimar uma lâmpada. Graças ao bom senso eu não faço elétrica. Perceba, Chrystian, meu nível de incapacidade.


Eu vivo esperando pelo futuro, pelos dias em que eu estarei formada, num emprego melhor, num lugar melhor, como uma pessoa melhor, tudo isto ainda um tanto distante. Numa dessas, um amigo começou falando que gostaria de já estar formado, um outro rebateu com lição de moral, e de certa forma ele está bem certo. Nós temos uma mania terrível de ficar só pensando lá na frente, esperando ou levando as coisas de qualquer jeito, até -aparentemente- conseguirmos o tal objetivo [pelo menos eu sou assim], e não aproveitamos o agora, não damos o devido valor às coisas atuais. E como disseram, vai continuando assim pra ver se quando chegar a hora vamos estar preparados. Eu digo "nós", mas é pra mim, relaxem. Aí a pessoa aqui resolve ser mais "gente", e dar atenção que a vida merece. Quem disse. No outro dia eu já tinha esquecido a boa vontade, e me isolei pra pensar na vida e ficar mal. Ficar mal foi consequencia, só pra deixar claro. No outro dia passou, então que ninguém se preocupe. Como se fossem. Tá, vai ficar sem conclusão, parei aqui pra ler um outro texto e me desvirtuei.


"Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente, por isso pouco sentiam." ê, Fernando Pessoa.

"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
ê, Pessoa.

Um comentário:

  1. hsuahusahushauhs
    mas acontece xD

    e essa coisa de olhar sempre pro futuro é verdade... eu fico preso ao futuro as vezes tambem...
    acho que todo mundo é assim... foca muito num objetivo, e quando consegue, já arranja uma forma de se ocupar com um novo objetivo.

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